quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Atravessar Montanhas

Já há muito tempo que não passava por aqui. Vi no passado domingo o Brokeback Mountain, o tal filme de que se fala. Tinha medo por isso mesmo. Fala-se muito e bem. Estranho sempre. Qualidade ou mediatismo? Oportunismo? Muito prémio, muita nomeação para Oscars. E Ang Lee e companhia são bem capazes de ganhar umas quantas estatuetas no dia 5 de Março. Não quero saber dos troféus. Vi o Brokeback Mountain e gostei. Felicito Ang Lee e companhia por terem pegado num projecto adiado e o terem levado a bom porto. Vi e gostei muito. Não vou explicar porquê. Simples, belo, melancólico e eficaz. Pode ser, sim senhor. A verdade é que o que me marcou mais neste filme foi o outro lado da montanha. Ang Lee ousou atravessar montanhas e esse foi o seu grande mérito. Façam o favor de se deixar comover. É preciso ter tomates para isso!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Ai, os piratas

E o cinema digital, ajuda ou dificulta a pirataria? Ao que parece, dificulta.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Chegou a Hora!

A hora do adeus a 2005. E com as despedidas vêm também as escolhas da malta bloguista! Os mais atentos não terão de fazer um esforço muito grande para descobrir qual é o best of do rapaz. Basta olhar para os (poucos) posts escritos durante este ano. Aí vai a lista que, como sempre, pode despertar amores e ódios, gritos de euforia e indignação:

1. De Tanto Bater o Meu Coração Parou (arrebatador)
2. Um Peixe Fora de Água (genial)
3. Charlie e a Fábrica de Chocolate (ex aequo: A Noiva Cadáver) (dois bons Burtons)
4. Um Longo Domingo de Noivado (Jeunet de estimação)
5. Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos (o bom Eastwood)


[só títulos longos nos primeiros cinco!]

6. Flores Partidas (Bill Murray, outra vez)
7. Alice (angustiante)

8. Tarnation (chocante)
9. Sin City - a Cidade do Pecado (explosivo)
10. As Bonecas Russas (muito simpático)

E depois há os que não vi – ir ao cinema é um luxo! – e que suspeito que ia gostar:

- Old Boy
- Rize
- Reis e Rainha
- Aaltra
- Colisão
- Os Edukadores
- O Fiel Jardineiro
- Temporada de Patos
- Wallace e Gromit: A Maldição do Coelhomem
- O Maquinista

terça-feira, dezembro 13, 2005

As Flores de Jarmusch

Broken Flowers começa e acaba de forma melancólica. Este é daqueles filmes ao ritmo do protagonista. Sendo o protagonista Bill Murray, o ritmo é necessariamente desacelerado e despreocupado. O próprio realizador, Jim Jarmusch, vai mudando de canal de forma pachorrenta, como se vestisse o mesmo fato de treino de Murray. Broken Flowers mostra o itinerário de um D. Juan decrépito como um conjunto de episódios ao estilo de Coffee & Cigarettes. Cada episódio poderia ter o nome de uma mulher: Sherry, Laura, Carmen, Penny ou mesmo Sun Green. Todas passaram pela vida de Don Johnston (não é o senhor do Miami Vice) e todas estas mulheres lhe deram com os pés. Agora são secundárias na vida dele. A única coisa que o faz procurá-las é uma carta anónima de uma delas a informá-lo da existência de um filho que anda à procura do pai. É aqui que o D. Juan começa finalmente a pensar no que deixou para trás.

As actrizes do filme foram escolhidas a dedo – Sharon Stone, Julie Delpy, Jessica Lange, Frances Conroy, Chloe Sevigny e Tilda Swinton – mas a surpresa é mesmo o vizinho do lado. Jeffrey Wright consegue sacar os momentos mais cómicos deste filme agridoce. É bom ver Bill Murray a sorrir e a chorar em argumentos deste género. À medida dele. Uma nota bastante positiva à banda-sonora “escolhida” pelo vizinho Winston, músicas que ouvimos no auto-rádio de Johnston enquanto este deambula pela América rural com um ramo de flores cor-de-rosa na mão. Cannes atribuiu a Jarmusch o Grande Prémio na edição de 2005. Eu coloco estas flores na lista dos melhores filmes do realizador de Dead Man.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Melhor frase para designar filmes-pipoca

«Filmes de ir cagar ao pinhal».

Infelizmente não fui eu que a criei.

terça-feira, novembro 29, 2005

segunda-feira, novembro 28, 2005

Atentem nesta miúda


Os filmes não são nada de especial, é um facto (salva-se o de Cuarón porque usou o livro apenas como base para a história, em vez de linha condutora para a mesma). Os actores são, fora dos consagrados, medíocres e mesmo irritantes. Os efeitos especiais são banais. A caracterização de personagens só existe a espaços. Etc. Etc. E etc. Mas olhem lá bem para esta miúda. Ou muito me engano ou ainda vai andar a derreter aí muitos corações. Para já fico ansiosamente à espera dos 18 aninhos para lhe ver filmes mais adultos. É que vai ser giro vai...